SEÇÃO I – REFLEXÃO: ALGUÉM LHE DEU UMA CHANCE ALGUM DIA?

mallet-advogados-associados-informativo-124-img2

(extraído do site https://pixabay.com/pt/eg%C3%ADpcio-design-homens-trabalhador-1823571/)

Esse é o questionamento extraído da história de Mostafa Annaka, um imigrante altamente qualificado de 32 anos que, após quatro anos de esforços e mais de mil currículos enviados sem resposta, mantém a esperança de achar um trabalho em sua área de especialidade. Um homem que era engenheiro elétrico em seu país de origem, o Egito, e que atualmente trabalha em um café, em que pese falar três idiomas e ter realizado dois mestrados.
De origem egípcia, Mostafa decidiu se mudar para o Canadá, depois de ter visto um anúncio no jornal dizendo que o Quebec precisava de profissionais como ele, que tinha um ótimo emprego de engenheiro no Cairo. Porém, ele queria um desafio. E o Quebec o fazia sonhar. “Os engenheiros elétricos estavam na lista de profissionais procurados. Eu me disse: por que não?”. Ele não poupou esforços para se integrar. Ao chegar ao Quebec, Mostafa obteve as equivalências de seus diplomas egípcios, enviou mais de mil currículos, criou um perfil no LinkedIn, bateu de porta em porta, se inscreveu em diversos programas de mentores e de inserção profissional… E nada. Nada, ainda que a taxa de desemprego no Quebec esteja em seu nível mais baixo em 40 anos e que haja lá boas perspectivas de emprego na área de engenharia elétrica.
E qual a razão disso?
“Você é muçulmano? Você faz Ramadan? O que você pensa de mulheres de véu?” Estas foram algumas das perguntas feitas a Mostafa. E tudo isso nas poucas entrevistas que conseguiu. Diversos imigrantes alteraram seus nomes nos currículos para evitar esses problemas. E os estudos demonstram que isso funciona. Não se trata do problema do Mostafa, nem do Canadá, esse grande e simpático país. Esse é um problema do mundo. E de todos nós, que criamos estereótipos e somos avessos a diferenças. E nós do Mallet Advogados Associados acreditamos que precisamos falar sobre isso. Precisamos refletir sobre isso. Precisamos aceitar os outros e suas grandes, e belas, diferenças. E para isso, convidamos a todos a assistir ao vídeo com a história de Mostafa:
https://www.youtube.com/watch?v=KOR-w7u_ZZc

(Fonte: http://plus.lapresse.ca/screens/dd76bb22-ae2a-4d3b-8849-6e8da8c8da2e%7C_0.html)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *