SEÇÃO I – AGOSTO. MÊS DOS PAIS

01082014
(Foto extraída do site:
http://www.adepolam.org.br/?pagina=noticia&cd_noticia=483)

… Segurava bem forte. Não soltava. Por nada. Não desviava o olhar. Não perdia um gesto, um suspiro, um movimento. Se percebia uma alteração na expressão, imediatamente sua emoção se alterava, no mesmo sentido. Não precisava muito esforço. Era automático. Quase instintivo. Bastava um sorriso no cantinho dos lábios para ele se inebriar de alegria. E não era necessária nem uma lágrima, mas apenas um olhar entristecido, para a preocupação dominar a sua mente. Não eram necessárias palavras, a comunicação era através do olhar. Ah, foi só um arranhão! Para ele não. Poderia ser grave. Era preciso se certificar de que tudo estava bem. Ele estava ali e não iria a lugar algum. Era responsabilidade dele. Para ele significava tudo. A alegria, a preocupação, a tristeza, a esperança. Ele era a segurança, o apoio. Era a fortaleza. Confiança! Era esse o motivo daquelas mãozinhas tão pequeninas procurarem as suas. E daqueles olhinhos radiantes o fitarem e também chorarem a sua ausência. De certa forma, era estranho. Como um abraço tão pequeno, gestos tão singelos, mas, ao mesmo tempo tão verdadeiros, que chegavam a doer na alma, poderiam ser tão poderosos? Uma força descomunal, capaz de lhe fazer vencer todas as batalhas de uma vida inteira, mas também… pela sua ausência, capaz de lhe fazer desistir de tudo. Simples e complexo. Apenas uma palavra: pai. Amor incondicional. Eterno. (Autoria Ana Claudia M. De Grandi Dinhani)

E por falar em Dia dos Pais, eis o relato de Francisco sobre um grandioso homem e pai:


“Hoje presenciei uma cena incrível. Entrei no elevador, moro no 18º andar, e apertei o 1S. O elevador parou no 3º e entrou o pai da minha amiga Alessandra Dote, um senhor japonês (lembra muito o senhor Miyagi do filme Karatê Kid). Este senhor é muito ativo e sempre sai a pé com sua sacolinha para fazer compras.
Ao entrar, ele hesitou em apertar o botão (ele sempre para no térreo) e não o fez. Então perguntei:
– O senhor não vai descer no térreo?
Ele respondeu, muito gentilmente:
– Vou, mas o senhor estava primeiro no elevador.
E eu, fora a minha cara de indignação, só restou responder:
– O senhor é que tem prioridade!!! E apertei o térreo.
É um pequeno fato, mas de uma grandeza imensa, que me trouxe uma enorme felicidade, além de um profundo sentimento de respeito.
É isso aí, ganhei o dia.”

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