SEÇÃO I – É NATAL!

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SEÇÃO II – E TEMOS MUITO A APRENDER

Projeto ENTREGA POR SP leva sorrisos e calor humano a moradores de rua

A cidade de São Paulo tem 15.905 moradores em situação de rua, segundo último censo da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), divulgado em 2015 pela PMSP. Invisíveis à sociedade. As pessoas que vivem nas ruas costumam ser lembradas apenas no inverno, quando ganham as capas de jornais com casos de mortes por hipotermia e doenças causadas pelo frio, motivando campanhas de arrecadação de agasalhos e cobertores. Só neste ano, cinco foram vítimas no mês de junho, quando as temperaturas baixaram bastante na capital paulista. Na contramão dessa tendência de assistência momentânea, o projeto Entrega por SP leva, além de itens de necessidade básica, sorrisos, carinho e calor humano para cada um dos moradores que cruzam o caminho dos voluntários, durante o ano todo.

A ação, que hoje conta com mais de 150 voluntários, dez coordenadores e doações de todos os cantos do país, começou exatamente no inverno. Lucas Caldeira, fundador do Entrega por SP, acordou com frio em uma noite de julho de 2013, quando pegou um cobertor para tentar se aquecer. Na manhã seguinte, questionado pela mãe, ele estranhou aquela sensação. “A janela estava fechada, a porta também, eu já tinha uma coberta. Na mesma manhã, eu abri o jornal e vi a notícia de mortes por conta das baixas temperaturas. Na hora eu pensei em conversar com os sobreviventes e minha mãe me incentivou com 30 cobertores. Nas redes sociais, eu falei para amigos que eu faria a ação e, em três dias, tínhamos mais de cem cobertores. Foram sete amigos comigo e tudo começou”, explica.

Hoje, a ação se reúne de uma a duas vezes por mês, sempre às terças-feiras, às 20h. O ponto de encontro é a Praça Charles Miller, em frente ao estádio do Pacaembu. Lá, centenas de pessoas que nunca se viram na vida trocam experiências, solidariedade e colocam a mão na massa para separar doações e kits (como um sanduíche, um pacote de bolacha, água, preservativos, sabonete, meias, pasta e escova de dentes). O BOL acompanhou uma noite ao lado dos voluntários em uma das nove rotas criadas pelo grupo. Foram cerca de sete horas – do início da organização até a entrega dos kits e conversa com moradores.

Somos todos iguais

“Boa noite, qual seu nome?”, diz uma das voluntárias a um morador. Segundo Luiz Felipe Fogaça, um dos coordenadores do projeto, tratar as pessoas pelo nome e respeitá-las sem fazer julgamentos faz do Entrega por SP uma ação diferente. “A ideia é promover diálogo com quem está na rua, uma convivência amigável. O ideal é conhecer a história da pessoa para quem você dá o kit”, afirma. Vivendo nas ruas, Fábio é pai de trigêmeas e fala orgulhoso das meninas, de 12 anos, que estão todas no colégio. “No fim de semana eu fui à festa junina delas. Uma já está até namorando, fiquei com ciúme”. Morador da zona norte da capital, pegou um tênis entre os itens oferecidos pelos voluntários, vestiu as meias e separou o lanche para comer mais tarde. Na avenida Cruzeiro do Sul havia grupos grandes – verdadeiras famílias construídas na rua – vivendo em comunidade. Casais com filhos, cachorro e muita história para contar. Rafael, de 34 anos, não desgruda da Neguinha, sua vira-lata e amiga. É só ouvir o assobio do dono que ela corre até ele. “Olha aqui, Neguinha! Ganhamos bolacha, mais tarde tem ‘lanchinho’ para nós”, diz o morador, que logo segue até a sua “maloca”, como eles dizem, e leva as doações para a mulher, Gabriela, de 29 anos. Grávidas, Ana Cláudia e Elizabete vão ter meninos em breve. Ana, aos oito meses de gestação, anda ansiosa com a chegada do primeiro filho. “Fiz todo o pré-natal, agora falta só quatro semanas para eu ver meu filhinho”, revela. Elizabete, que descobriu a gravidez recentemente, quase aos sete meses, também se mostra animada com a chegada do menino, independentemente das dificuldades da rua. “O importante é que ele vai estar comigo”, afirma. Aos 35 anos, Gilson, outro morador que cruzou o caminho dos voluntários, fica emocionado com tanta gente jovem ajudando, abraçando-o e ouvindo cada uma de suas histórias. Com os olhos marejados, ele conta sobre os bicos que faz e sobre o sonho de voltar para a Bahia, sua terra natal. Na hora de dizer tchau, ele se emociona ainda mais: “Obrigado. Eu não tenho como agradecer”.

Vidas modificadas – Um projeto como este, que sai às ruas para levar sorrisos, toca o coração não apenas de quem é ajudado, mas também de quem se mobilizou para que a ação saísse do papel. “O potencial do Entrega por SP, mais que mudar as noites das pessoas, modifica o olhar de cada um de nós com a rua. É uma corrente do bem”, afirma Marcela Branco, uma das coordenadoras do projeto.

O BOL ouviu histórias de quem participa, sacrifica horas de sono e se envolve com cada amigo novo que faz na rua. Um dos lemas que a ação carrega a cada terça-feira – debaixo de frio, calor, chuva ou tempo seco – vem de um poema de Bráulio Bessa:  “…basta tu compreender que, quando se ajuda alguém, o ajudado é você”. http://www.entregaporsp.com.br/  Fonte: http://noticias.bol.uol.com.br

SEÇÃO III – NOTÍCIAS JURÍDICAS

TST define divisores 180 e 220 para cálculo das horas extras de bancários – Em julgamento histórico, realizado ao longo do dia 22/11/2016, a Subseção 1 Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho, decidiu, por maioria de votos, que o divisor aplicável para o cálculo das horas extras dos bancários, inclusive para os submetidos à jornada de oito horas, é definido com base na regra geral prevista no artigo 64 da CLT, sendo 180 e 220, para a jornada normal de seis e oito horas, respectivamente. A decisão seguiu majoritariamente o voto do relator, ministro Cláudio Brandão. O julgamento foi o primeiro do TST a ser submetido à sistemática dos recursos repetitivos, introduzida pela Lei 13.015/2014. Durante a sessão, sustentou as razões da Federação Nacional dos Bancos – FENABAN o Prof. Estêvão Mallet. A tese fixada tem efeito vinculante e deve ser aplicada a todos os processos que tratam do mesmo tema, conforme a modulação de efeitos adotada. Ao fim da sessão, que durou cerca de 12 horas, o presidente do TST, Min. Ives Gandra Martins Filho, destacou a importância do julgamento. “Inauguramos um novo sistema de julgamentos, de temas e não de casos”, afirmou. Somente no TST existem mais de 2.700 processos que discutem o divisor bancário. Nas Varas do Trabalho, o número se aproxima de nove mil. O julgamento mobilizou as instituições do sistema financeiro e as entidades sindicais de representação dos trabalhadores. Em maio, o TST realizou audiência pública para colher subsídios para a decisão. Na sessão de hoje, além dos advogados das partes diretamente envolvidas (uma bancária e o Banco Santander Brasil S. A.), participaram como amici curiae representantes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), das Federações dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte (FETEC-CUT/CN), do Paraná (Fetec/PR) e de São Paulo, da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Minas Gerais (Fetrafi-MG/CUT), do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf-RJ/ES), do Nordeste (Fetrafi/NE) e do Rio Grande do Sul (Fetrafi-RS/CUT), do Banco de Brasília S.A. (BRB), do Banco do Estado do Rio Grande do Sul, das Confederações Nacionais dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf) e nas Empresas de Crédito (Contec) e da Associação Nacional dos Beneficiários dos Planos de Regulamento Básico e Regulamento dos Planos de Benefícios (ANBERR).

Controvérsia

Segundo o artigo 224 da CLT, a duração normal do trabalho dos bancários é de seis horas contínuas nos dias úteis, “com exceção dos sábados”, num total de 30 horas de trabalho por semana. Até 2012, a jurisprudência do TST previa que o divisor a ser aplicado no cálculo das horas extras dos bancários seria de 180 para a jornada de seis horas e 220 para a de oito horas. Em 2012, a redação da Súmula 124 foi alterada, para estabelecer que, “se houver ajuste individual expresso ou coletivo no sentido de considerar o sábado como dia de descanso remunerado”, o divisor aplicável é de 150 para a jornada de seis horas e 200 para a jornada de oito horas. Desta forma, a controvérsia envolvia, entre outros pontos, a natureza jurídica do sábado – se dia útil não trabalhado ou dia de repouso remunerado – e a eventual repercussão dessa natureza jurídica no divisor para cálculo do salário-hora. Segundo as entidades representativas dos trabalhadores, a lei, ao prever que o trabalho semanal do bancário será cumprido de segunda a sexta, estabeleceu o sábado e o domingo como dias de repouso semanal remunerado, o que, consequentemente, repercutiria na fixação do divisor das horas extras. Os bancos, por sua vez, sustentavam que os divisores 150 e 200 não seriam aplicáveis, pois a cláusula normativa firmada pelos bancos se limita a tratar dos reflexos das horas extras, “sem alterar, nem mesmo implicitamente, a natureza jurídica dos sábados”, que é a de dia útil não trabalhado, nem repercute no divisor. E mesmo se tivesse havido alteração da natureza jurídica do sábado, isso não afetaria o divisor aplicável.

Tese

A tese jurídica fixada no julgamento, conforme exige a sistemática dos recursos repetitivos, foi a seguinte:

  1. O número de dias de repouso semanal remunerado pode ser ampliado por convenção ou acordo coletivo de trabalho, como decorrência do exercício da autonomia sindical.
  2. O divisor corresponde ao número de horas remuneradas pelo salário mensal, independentemente de serem trabalhadas ou não.
  3. O divisor aplicável para cálculo das horas extras do bancário, inclusive para os submetidos à jornada de oito horas, é definido com base na regra geral prevista no artigo 64 da CLT (resultado da multiplicação por 30 da jornada normal de trabalho), sendo 180 e 220, para a jornada normal de seis e oito horas, respectivamente.
  4. A inclusão do sábado como dia de repouso semanal remunerado, no caso do bancário, não altera o divisor, em virtude de não haver redução do número de horas semanais, trabalhadas e de repouso.
  5. O número de semanas do mês é 4,2857, resultante da divisão de 30 (dias do mês) por 7 (dias da semana), não sendo válida, para efeito de definição do divisor, a multiplicação da duração semanal por 5.
  6. Em caso de redução da duração semanal do trabalho, o divisor é obtido na forma prevista na Súmula 431 (multiplicação por 30 do resultado da divisão do número de horas trabalhadas por semana pelos dias úteis).

Pelo voto prevalente do ministro presidente, decidiu-se que as convenções e acordos coletivos dos bancários, no caso concreto, não deram ao sábado a natureza de repouso semanal remunerado. Por maioria, a SDI-1 também decidiu remeter à Comissão de Jurisprudência a matéria, para efeito de alteração da redação da súmula 124.

Modulação

Para fins de observância obrigatória da tese, a nova orientação não alcança estritamente as decisões de mérito de Turmas do TST, ou da própria SDI-1, proferidas no período de 27/9/2012, quando entrou em vigor a nova redação da Súmula 124, até o dia 21/11/2016. (Fonte: TST/Carmem Feijó)

Processo : IRR-849-83.2013.5.03.0138

TST: Depósitos judiciais trabalhistas podem ser recebidos diretamente em conta corrente. A partir de agora, os beneficiários de depósitos judiciais vindos da Justiça do Trabalho poderão receber os valores devidos diretamente em sua conta bancária, independentemente do banco. A possibilidade foi aberta pela Resolução 213/2016 do Tribunal Superior do Trabalho, que alterou a Instrução Normativa 36/2012. Com a mudança, o artigo 16 da IN de 2012 ficou assim redigido: “Os valores constantes dos alvarás de levantamento poderão ser creditados automaticamente em conta corrente ou poupança de titularidade do beneficiário, ainda que em instituição financeira diversa de onde o depósito esteja custodiado, incumbindo ao credor prover a despesa da transferência nas hipóteses em que o crédito não remanescer na instituição financeira onde o depósito esteja custodiado”. Há também o parágrafo único do dispositivo, que autoriza a instituição financeira responsável por custodiar o depósito a descontar do montante o custo do crédito automático. Mas a cobrança é limitada às transferências entre bancos diferentes. Fonte: Revista Consultor Jurídico

TRT da 2ª Região: Fim do horário de expediente bancário é justo impedimento para comprovação de depósito recursal. Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região consideraram que o fim do horário de expediente bancário é justo impedimento para a realização do preparo quando o recurso for interposto no último dia do prazo. Portanto, aceita-se a comprovação do depósito recursal e das custas no primeiro dia útil subsequente. No acórdão com esse entendimento, de relatoria do desembargador Willy Santilli, a 1ª Turma conheceu e deu provimento, por maioria de votos, a agravo de instrumento interposto por empresa de serviços condominiais contra decisão que negava seguimento a recurso ordinário. Os magistrados levaram em conta a Súmula nº 484 do STJ, relativa ao processo civil, que dispõe: “Admite-se que o preparo seja efetuado no primeiro dia útil subsequente, quando a interposição do recurso ocorrer após o encerramento do expediente bancário.” O disposto incidiu no artigo 519 do CPC de 1973 (“provando o apelante justo impedimento, o juiz relevará a pena de deserção, fixando-lhe prazo para efetuar o preparo”). No entendimento do relator do acórdão, o raciocínio geral se aplica ao processo do trabalho. Para o magistrado, a argumentação da parte contrária de que “a celeridade processual é mais importante no processo do trabalho que no processo civil não tem nenhuma procedência” e “recolher no dia seguinte não acarreta nenhum atraso significativo no processamento do recurso”. Destaca que, em São Paulo, o expediente bancário se encerra às 16h e “o fato de ser possível pagamento via internet nada muda, uma vez que a compensação somente se dá no primeiro dia útil subsequente”. Portanto, deu provimento ao agravo. (Processo nº 1001380-09.2015.5.02.0463) 

TST: Gratificação de função exercida por dez ou mais anos. Supressão. Incorporação do BESC pelo Banco do Brasil. Empregado que optou por não aderir ao plano de carreira do banco sucessor. Súmula nº 372, I, do TST. Justo motivo. Configuração.  A SBDI-I, pelo voto prevalente da Presidência, conheceu dos embargos interpostos pelo reclamante, por contrariedade à Súmula nº 372, I, do TST, e, no mérito, negou-lhes provimento, mantendo incólume a decisão turmária que entendera presente o justo motivo para a supressão da gratificação de função percebida pelo empregado por dez ou mais anos. No caso, o Banco do Brasil, ao incorporar o BESC, deu aos empregados do banco incorporado a possibilidade de aderirem ao seu plano de carreira, restringindo o exercício de função comissionada apenas àqueles que optassem pelo quadro do banco sucessor. Assim, a decisão do empregado em se manter no regulamento do extinto BESC, com a consequente reversão ao cargo efetivo, constitui justo motivo a autorizar a cessação do pagamento do adicional de função perseguido. Vencidos os Ministros Cláudio Mascarenhas Brandão, relator, Brito Pereira, Márcio Eurico Vitral Amaro, Walmir Oliveira da Costa, José Roberto Freire Pimenta e Hugo Carlos Scheuermann, os quais entendiam que a destituição do reclamante da função comissionada em decorrência da reestruturação que se seguiu à incorporação do BESC pelo Banco do Brasil não caracteriza o justo motivo a que se refere a Súmula nº 372, I, do TST, além de estarem descompasso com o disposto no art. 448 da CLT. (TST-E-ED-ED-RR-527500-46.2009.5.12.0054, SBDI-I, rel. Min. Cláudio Mascarenhas Brandão, red. p/acórdão Min. João Oreste Dalazen, 27.10.2016, ainda não publicado) 

TST: TST restabelece justa causa de empregado dispensado em período de licença-saúde. A Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho julgou válida a dispensa por justa causa de um empregado que estava afastado das suas atividades dentro do período de licença-saúde, por falta grave cometida anteriormente. Segundo a Turma, a jurisprudência do Tribunal considera possível a rescisão nessas circunstâncias, ainda que o motivo da dispensa tenha ocorrido antes do afastamento do trabalhador. A reclamação foi ajuizada pelo empregado na 17ª Vara do Trabalho de Manaus (MA), alegando que sua dispensa não poderia ter ocorrido porque estava em período de licença saúde. Pedia a reintegração ao emprego e indenização por dano moral. A contestação alegou que o gerente havia cometido diversas irregularidades, como o reembolso em duplicidade de despesas de viagem, documentos rasurados de despesas indevidas com táxi, recarga de celular, cigarro e bebidas e aquisição de passagem aérea para sua companheira, causando prejuízos de R$ 96 mil. O juízo da 17ª Vara do Trabalho de Manaus reconheceu a validade da dispensa, mas o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM) reformou a sentença, por entender que o auxílio doença suspende o contrato de trabalho e impede a dispensa do empregado, sendo irrelevante a discussão sobre a suposta improbidade cometida pelo empregado. A empresa argumentou, em recurso para o TST, que ante a comprovação de improbidade, não teve outro caminho a não ser dispensá-lo, acrescentando ainda que a suspensão do contrato de trabalho, no caso, não podia impedir a demissão justificada. Por unanimidade, a Turma determinou o retorno dos autos ao Tribunal Regional para que prossiga no julgamento do recurso ordinário da empresa, afastando a tese de impossibilidade de rescisão do contrato de trabalho por justa causa durante o período de licença-saúde. Processo: RR-849-02.2014.5.11.0017 . Fonte: (Mário Correia/CF)

SEÇÃO IV – E TEMOS MUITO A COMEMORAR:

foto grande 0Luca                                        Lorenzzo                                                 Arthur

Prof. Akiyo Shimamura, da Universidade Shinshu, em palestra, no escritório, que tratou do tema Direito do Trabalho no Japão

foto grande 1 Malu

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SEÇÃO V – E TEMOS MUITO A LEMBRAR

Homenagem à nossa sócia (e minha mãe), Maria Celia Moreira Alves de Oliveira, que nasceu em 07/11/1932 e morreu em 09/12/2009.

Dantes, quando a deixava,
As férias já no fim,
Ela vinha à janela
Despedir-se de mim.

Depois, quando na estrada,
Olhava para trás,
Deitava-me ainda a benção
Para que eu fosse em paz.

Dali não se movia,
À vidraça encostada,
Até que eu me perdia
Já na curva da estrada.

Hoje, se olho, calo-me
E baixo os olhos meus!
Já não vem à janela
Para dizer-me adeus!

Chove, e a chuva é fria.
Noite! Nos montes distantes
O Inverno principia.
Um Inverno como dantes.

Ao redor do lume aceso
Todos ficamos a olhar…
Todos não, não somos todos,
Porque há vazio um lugar.

Esse lugar era o dela,
Que ninguém mais preencheu.
Mesmo com vida, na terra,
Era uma estrela no céu.

Alfredo Brochado, in “Bosque Sagrado”

SEÇÃO VI – E TEMOS MUITO A INDICAR

Santos-Dumont na Coleção Brasiliana Itaú Centro cultural

VISantos Dumont sentado na cabine de comando do Demoiselle.
Acervo: Banco Itaú. Autor Desconhecido.
Foto: Iara Venanzi/Itaú Cultural

Itaú Cultural apresenta pela primeira vez a exposição que remonta a trajetória do homem que se dedicou  à inovação, ao design e à ciência. A mostra convida o visitante a passear por diversos lugares e momentos que fizeram parte da história do inventor, como a fazenda Cabangu, onde nasceu, e a Belle Époque francesa, em que conquistou sua fama. Objetos, documentos e fotos do aviador integram a exposição, com imagens que resgatam os balões, dirigíveis e aeroplanos. Há ainda uma reprodução de sua biblioteca, com publicações que o inspiraram, além de algumas de sua autoria. E, para finalizar, há, também, uma réplica em tamanho real do famoso aeroplano Demoiselle.

Enfim, vale a visita para conhecer um pouco a vida desse gênio e desse grande personagem da história da aviação e do Brasil – Alberto Santos Dumont -, muito próximo do nosso escritório, por ser o tio bisavô do Dr. Estêvão Mallet.

Itaú Cultural

Endereço Avenida Paulista 149 São Paulo SP CEP: 01311 000 [Estação Brigadeiro do metrô]

Contatos e Informações Extras fone 11 2168 1777 fax 11 2168 1775

sábado 26 de novembro de 2016 a domingo 29 de janeiro de 2017

terça a sexta 9h às 20h [permanência até as 20h30]
sábado, domingo e feriado 11h às 20h Sala Multiúso (piso 2) – Entrada gratuita

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Osesp – Temporada 2017

A nova temporada da OSESP tem tudo para ser uma das mais memoráveis. Estrutura geral e detalhes dos concertos vêm descritos pouco adiante; mas vale mencionar alguns destaques. Ao longo das 32 semanas de assinatura (com três concertos sinfônicos cada), estarão com nossa Orquestra — recentemente aclamada nos maiores festivais de música da Europa — muitos grandes regentes, solistas e compositores da atualidade. A aquisição e renovação de Assinaturas são realizadas apenas pela internet:  osesp.art.br/saladoassinante ou pelo telefone 4003.2052 (de segunda a sexta, das 9h às 18h, exceto feriados).

Cronograma 

1ª fase | renovação e troca

Apenas para assinantes da Temporada 2016

Renovação de 28/11 a 07/12/2016

Manter exatamente as mesmas séries e lugares ou indicar que deseja trocar séries e/ou lugares. Após esse período, todos que não tiverem se manifestado pela renovação ou troca terão seus lugares disponibilizados.

Troca

A todos os interessados de 9 a 14/12/2016 De acordo com a disponibilidade.

Não havendo série e/ou lugar do seu agrado, ainda é possível renovar as assinaturas que possuía anteriormente.

SALA SÃO PAULO
Praça Júlio Prestes, 16, tel 11 3367 9500
Júlio Prestes Luz
/osesp
osesp.art.br
salasaopaulo.art.br
fundacao-osesp.art.br

SEÇÃO VII – E TEMOS MUITO A REFLETIR – E O FUTURO?

Livro: The Master Algorithm

De Pedro Domingos, engenheiro eletrotécnico e professor de ciência de computação da Universidade de Washington. É um livro imprescindível para compreender o futuro. Quem o diz é Bill Gates que recomendou a obra de 352 páginas. Nele explica-se para o leitor comum o que é a inteligência artificial e o que se pode esperar dela. O risco, diz o autor, “não é que os computadores se tornem demasiadamente inteligentes e dominem o mundo. O risco é que, mesmo eles sendo demasiadamente estúpidos, já dominam o mundo”.
https://www.youtube.com

SEÇÃO VIII – INSTITUIÇÕES

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Serviço: Quer ser um voluntário? Basta ter 18 anos e aparecer no ponto de encontro nos dias das ações
Quando ocorrem as ações? As saídas acontecem de uma a duas vezes por mês, às terças-feiras, a partir das 20h – acompanhe a programação pelo Facebook
Onde fica? Os encontros ocorrem na Praça Charles Miller, em frente ao estádio do Pacaembu, em São Paulo

Projeto: África do Coração

Rede formada há dois anos por imigrantes e refugiados de países africanos que vivem em São Paulo, com apoio da Prefeitura de São Paulo, Cáritas, ACNUR e Missão Paz. Os debates acontecem no Colégio São Bento, bem no centro da capital. E nossa colega, Dra. Alice Furst Morgado, é presença frequente por lá.

A Rede Brasil do Pacto Global, por meio do grupo temático de direitos humanos e trabalho, lançou, recentemente, um documento sobre o engajamento de empresas na causa dos refugiados e um guia de perguntas e respostas que busca esclarecer as principais dúvidas sobre as possibilidades de contratação. Vale conferir no link abaixo:

https://drive.google.com

SEÇÃO IX – ANIVERSÁRIOS E COMEMORAÇÕES

sec 8Foto: Eacnur.org

Os festejos do mês têm início no dia 19, com as velas assopradas para Dra. Mariana Valente Cardoso, a seguir o bolo é fatiado no dia 22 com o aniversário de nosso sempre admirado, e querido sócio, Dr. Renato Noriyuki Dote. Finalmente, têm lugar os brindes, no dia 26, com o Sr. Rodrigo Giraldi, responsável pela TI, e no dia 28, para a nossa jovem, e  igualmente competente, advogada Dra. Giovanna Tawada. E é para eles que reproduzimos parte da letra da musica Trem Bala de autoria de Ana Vilela:  esta canção

(esta canção)

Não é sobre chegar no topo do mundo
Saber que venceu
É sobre escalar e sentir
Que o caminho te fortaleceu
É sobre ser abrigo
E também ter morada em outros corações
E assim ter amigos contigo
Em todas as situações….

Enfim, vamos em frente, sendo caminho, sendo abrigo, sendo esperança, sendo vida, sabendo compartilhar e sabendo ouvir, e com muitos…muitos amigos em nossos corações.

E com o leme seguro. O amanhã virá. E amanhã já é dia 1, e depois será dia 2 e assim será…

BOAS FESTAS! Ouçam a abertura do ano de 2017! 

https://www.youtube.com

FELIZ 2017 !!!

O Informativo deste mês foi elaborado por Olinda Maria Moreira Alves de Oliveira Mallet – alguém que gosta de caminhar, que gosta de abrigar, que gosta de compartilhar, que nunca se cansa de aprender a viver, e que tem muitos….mas muitos amigos em seu coração – e contou com a colaboração de todos.

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